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A garantia da liberdade religiosa e o combate ao racismo seguem como grandes desafios no Brasil que irá às urnas no domingo (25). Para qualificar esse debate, o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) elaborou um estudo comparativo sobre as propostas e ações dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Enquanto Lula enxerga a discriminação racial como geradora de desigualdades, Flávio nega a existência do racismo em suas declarações e no plano de governo oficial.

O minidossiê lançado pelo Idafro aponta a ausência de termos como cota, racismo, inclusão e terreiro nas diretrizes do candidato do PL.

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Impactos na segurança pública

O documento também aponta divergências sobre segurança pública e risco de impacto racial.

A proposta de reconhecimento facial defendida por Flávio pode ampliar a criminalização de pessoas negras, devido a falhas técnicas já documentadas em abordagens policiais.

Em contrapartida, o programa de Lula foca na proteção da juventude negra e na redução de homicídios.

Intolerância e desinformação

O Idafro destaca avanços recentes contra o racismo religioso, como a criação de políticas para proteger os povos de terreiro e garantir a inviolabilidade desses espaços sagrados.

Por outro lado, o dossiê lembra ataques de desinformação e uso de inteligência artificial contra candidatos nas vésperas da votação, além de episódios de questionamento da fé alheia.

Direitos humanos

O cenário religioso brasileiro é plural, mas os registros do Disque 100 mostram que a intolerância ainda é persistente. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, foram contabilizadas 2.774 denúncias pelo serviço gratuito do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

FONTE/CRÉDITOS: Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil